Empatia e coaching
Pensei que a Empatia era suficiente para ser coach.
(não sabia que havia um risco)
Em 2022, tomei uma decisão difícil.
E veio de um lugar de dor.
Da consciência de que me faltavam recursos.
De que precisava de cuidar de mim também.
Já ouviste alguém dizer: “Tenho jeito para ajudar os outros, sou muito empático?”
Durante muitos anos, pensei que isso era suficiente.
Que a minha sensibilidade e disponibilidade sustentariam a minha transição de carreira.
Mas trabalhar com pessoas expõe-nos a histórias pessoais, por vezes, profundas. E, quando não temos corpo nem linguagem para sustentar isso, podemos confundir acompanhar com salvar.
Em 2022, liderava um programa grupal de luto. Uma experiência muito rica e bem sustentada. O problema não estava na estrutura do programa.
O problema estava na minha capacidade limitada de sustentar o outro.
Decidi não dar continuidade e aprofundar os meus conhecimentos sobre trauma.
Além de retomar e cuidar da minha própria terapia.
Hoje acredito que quem trabalha com pessoas precisa de 5 coisas:
» Consciência psicológica
» Literacia sobre trauma
» Humildade profissional
» Formação rigorosa
» Treino, supervisão e cuidado com as próprias histórias.
Nem sempre nos ensinam isto nas formações.
Quanto mais trabalho nesta área e mais acompanho profissionais, mais percebo uma coisa: a boa intenção não substitui a boa preparação.
Se queres aprofundar estes temas, compreender melhor o papel da empatia e estabelecer melhores relações no teu contexto profissional, elevando a qualidade do teu trabalho com pessoas, este é um convite para ti.
O Programa RAIZ, Fundamentos de Psicologia e Trauma está com inscrições abertas.
É uma formação presencial, certificada pela DGERT. Ainda vais a tempo de embarcar nesta viagem.
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Abraço sereno,
Ana Higuera

