Bom coach… ou coach transformador?


Hoje quero falar-te de algo fundamental e, ao mesmo tempo, inacreditavelmente esquecido no mundo do coaching.

Três competências que mudam por completo o impacto de uma sessão e que são bastante esquecidas (e pouco treinadas).

Na verdade, são estas três competências que separam o coach “técnico” do coach profundo, seguro e  verdadeiramente transformador.

E quero que as leias com calma, porque talvez reconheças as tuas forças…e também as tuas oportunidades de melhoria.

1. Conhecimento e rigor

Coaching não é apenas ouvir bem ou fazer boas perguntas. É compreender o funcionamento do ser humano.

Sem base sólida em psicologia, trauma e neurociência, o coaching pode parecer bonito, mas arrisca-se a ser superficial. O cliente merece mais do que isso. E tu também.

2. Humildade

A humildade que diz:

“Eu não tenho todas as respostas.”

“Eu também preciso de pausa.”

“Eu também preciso de orientação e ajuda.”

“Eu também preciso de conhecer os meus limites.”

É esta humildade que protege o cliente, e que nos mantém a atuar dentro do nosso círculo de competência.

3. Observação (somática e dupla)

A mais esquecida. A mais desafiante. A mais transformadora. Eu própria não era ciente dela até ter começado a estudar trauma).

Observar somaticamente é muito mais do que ver. É escutar o corpo (o teu e o do outro) enquanto a relação acontece. É perceber o gesto que denuncia uma história não testemunhada.

O silêncio que abre um portal potencial de mudança. O tom que denuncia um limite não dito. A contração que o cliente não verbaliza. O impacto que isso tem em ti, no teu corpo, na tua presença. Não observas só o cliente. Observas como ele diz. De onde diz. O que o corpo revela quando a narrativa aparece. E ao mesmo tempo, observas-te a ti.

Esta competência muda tudo:

✓ transforma a presença

✓ muda a sessão

✓ abre espaço para uma relação segura e real

E, ainda assim… arrisco a dizer (dada a minha experiência como coach desde 2017) que esta competência é pouco aprofundada na formação inicial de coaching.

Justamente por isso, senti a necessidade de criar o programa RAIZ.

Para devolver profundidade, consciência e maturidade à tua prática.

Para te ajudar a tornar-te um coach que sabe o que está a fazer (no corpo, na relação, na ética, na técnica e na presença). Para que possas evoluir da superfície para a raiz.

Há um antes e um depois de compreender trauma e sistema nervoso autónomo.

Há um antes e um depois de saber acompanhar com rigor, segurança e profundidade.

E há um momento em que percebemos que este conhecimento deixa de ser opcional.

Encontra todas as informações sobre o RAIZ, aqui.


 
 
 

Abraço sereno,

Ana Higuera

 

Próximo
Próximo

2 riscos do coaching