Não sei como lidas com decisões difíceis na tua vida.


Se és daquelas pessoas que precisa de muito tempo, que recolhe informação, que avalia minuciosamente e só depois de muita análise decide.

Ou se és daquelas que segue o instinto e decide sem grande dificuldade.

Ou então… um misto de ambas.

O meu padrão foi sempre mais parecido com o primeiro.

Eu costumava dizer: “Sou super indecisa.”

Custa‑me até escolher um par de sapatos numa loja, fico a pensar imenso, a ponderar…

Na semana passada tomei uma decisão difícil.

E digo difícil, porque tenho uma necessidade muito agregadora.

Gosto de incluir todas as partes (as minhas e as dos outros).

E como quero que todas ganhem algo, acabo por demorar mais nesse processo.

A Ana de há uns anos teria demorado imenso a decidir.

E depois ficaria dias (ou semanas) a sentir culpa, a questionar se estaria a errar, mas desta vez foi diferente.

Senti‑me contente e aliviada ao perceber que o processo de decisão foi bem mais gentil, mais compassivo e, curiosamente, mais simples no meio da sua complexidade.

Quero partilhar contigo o que mudou, pois acredito que pode ser útil para ti.

🌿 Foram três coisas as que mudaram:

  • Não lidei com o processo sozinha;

A Ana autossuficiente, que sabe e decide tudo, permitiu‑se conversar com as suas pessoas seguras.

E, fruto dessas conversas breves e frequentes, o meu coração foi encontrando aconchego.

  • Escutei atentamente o corpo;

Sabes que o nosso sistema nervoso autónomo está constantemente a tentar garantir a nossa sobrevivência. E eu conheço cada vez melhor o meu. A ativação presente em relação ao tema que decidi era clara. E, desta vez, decidi fazer parceria com ele em vez de o ignorar.

  • A culpa não cabe aqui.

Quando tomo uma decisão em parceria com o que o corpo sente, e me permito honrar isso, algo muda. Sinto alívio, porque deixo de decidir em esforço, como se precisasse provar alguma coisa a alguém, ou a mim mesma. Deixo de reagir a memórias antigas. Deixo de repetir padrões que nasceram da dor e passo a escolher a partir do presente.

Estou a usufruir desta descoberta...

Desta nova forma de estar na vida e, sobretudo, de estar em relação.

Lembra-te que:

- nem todas as decisões precisam de ser rápidas.

- nem todas precisam de ser solitárias.

- e nem todas precisam de vir acompanhadas de culpa.

Às vezes, decidir é apenas e só: escutar, partilhar, respirar, e confiar.

Se estiveres neste momento diante de uma decisão difícil, talvez possas perguntar ao teu corpo:

  • O que me traz mais alívio?

  • O que me aproxima de mim?

E começar por aí.

Existe um lugar onde podes treinar e aprofundar esta escuta do corpo, de forma prática, vivencial e acompanhada. O Programa Raiz.

É um espaço que acontece apenas uma vez por ano. E estamos a fechar as inscrições.

Se sentires curiosidade, espreita aqui.

Talvez seja o próximo passo do teu caminho.

 
 
 

Abraço sereno,

Ana Higuera

 

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